Nenhuma palavra feia era suficiente
para descrever tal onda de azar.
A sorte nunca se manisfestara, mas
maldade do destino assim nunca havia
se visto.
Nada dava certo, nenhum plano era
executado.
Tudo terminava antes mesmo de começar.
''Tome um banho de descarrego''
Disse o umbandista.
Todas as religiões prometiam a cura
dos sonhos que se quebram.
Mas se deus o quisesse o contrario
já teria feito.
Era tempo de espelhos quebrados.
sábado, 17 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Palavras polidas
Não sou digna de amor ou apreço,
não tenho talento nem vocação.
Meu sorriso é um tanto falso,
e a tristeza em mim bate de supetão.
Não tenho um corpo bonito,
não tenho força para falar,
e, mesmo com as palavras polidas,
não faço nada além de cantar.
não tenho talento nem vocação.
Meu sorriso é um tanto falso,
e a tristeza em mim bate de supetão.
Não tenho um corpo bonito,
não tenho força para falar,
e, mesmo com as palavras polidas,
não faço nada além de cantar.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Marteladas incoerentes iam.
Era um prego teimoso e torto.
Quebrava, rangia, entortava,
batia.
Só não ficava no lugar, doía
na madeira, lascava-se aos
poucos.
Nenhuma onomatopeia era capaz
de descrever tamanha teimosia
descabida.
O lugar do prego não era ali,
não era cá.
Mas a culpa era do martelo,
com o seu mal habito de
enterrar as coisas.
Desajuízado e confuso, começa
o seu trabalho sem nem verificar
se era um parafuso.
Ecoava o prego o choro de
madeira.
O martelo só fincava, em vão,
Era um prego teimoso e torto.
Quebrava, rangia, entortava,
batia.
Só não ficava no lugar, doía
na madeira, lascava-se aos
poucos.
Nenhuma onomatopeia era capaz
de descrever tamanha teimosia
descabida.
O lugar do prego não era ali,
não era cá.
Mas a culpa era do martelo,
com o seu mal habito de
enterrar as coisas.
Desajuízado e confuso, começa
o seu trabalho sem nem verificar
se era um parafuso.
Ecoava o prego o choro de
madeira.
O martelo só fincava, em vão,
Colecionador de Prêmios...
Colecionador de Prêmios...
Você as tem em sua memória,
você as tem em suas contas,
poemas e paredes.
Colecionador de Prêmios,
você me tem em seus braços,
deitada em seu peito,
Você me tem fácil.
Colecionador de Prêmios...
Colecionador de Prêmios...
Quanto tempo
até que eu também,
Me torne Troféu?
Por: Ruivão Barão da Parnaíba, vulgo Laura M. Toledo.
Colecionador de Prêmios...
Você as tem em sua memória,
você as tem em suas contas,
poemas e paredes.
Colecionador de Prêmios,
você me tem em seus braços,
deitada em seu peito,
Você me tem fácil.
Colecionador de Prêmios...
Colecionador de Prêmios...
Quanto tempo
até que eu também,
Me torne Troféu?
Por: Ruivão Barão da Parnaíba, vulgo Laura M. Toledo.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Um ingênuo e fechado Coração.
Estava trancado com 7 chaves, isso já tinha alguns anos.
Ninguém sabia o segredo para abrir, sabia-se, somente, que era um
terreno perigoso para se aventurar.
Até que um dia, por vontade própria, deixou-se bater por um
simpático e esperto rapaz. Seduziu-lhe com palavras e sua abstração.
Tais características deveriam ter servido como alerta, contudo o
ingênuo coração acreditava estar no comando. Cria ele que suas grades,
como de costume, cercaria e expulsaria o intruso, tal um vírus.
A fuga costumeira mantinha-se lá, tornando plausível o histórico.
Aconteceu que, em algum momento do pulsar bombeou empatia, a mais
genuína e involuntária. As grades caíram, os segredos foram revelados
na face e o perigo, que antes oferecia aos outros, mudou de direção.
O único capaz de ferir-se era o prepotente Coração. Mas, como não
queria saber de dor, ele negou, flertou e renegou todos os sentimentos
despertados pelo jovem simpático. Até que sentiu ciumes. "Mas que
insolência, aquieta-te", pensou o Coração. Pensar não convinha,
além disso, era mais ilógico que sentir. Em alguns devaneios ele criava
asas, descasava de todo o medo, apegava-se firmemente ao deleite de tudo.
Logo acordou, e percebeu que uma conversa fazia-se necessária.
O coração, acovardado, revelou tudo ao rapaz esperto e, mesmo descrente,
consolava-se imaginando que tudo seria tal como os devaneios.
Nada é como os sonhos e, durante a proza ele chorou, chorou sem querer.
Depois enganou o mundo fingindo estar saudável. Ainda não tinha a receita
de como curar-se. Sofria em silêncio, batia bem baixinho, mas ainda sim
ele pulsava pelo rapaz.
Estava trancado com 7 chaves, isso já tinha alguns anos.
Ninguém sabia o segredo para abrir, sabia-se, somente, que era um
terreno perigoso para se aventurar.
Até que um dia, por vontade própria, deixou-se bater por um
simpático e esperto rapaz. Seduziu-lhe com palavras e sua abstração.
Tais características deveriam ter servido como alerta, contudo o
ingênuo coração acreditava estar no comando. Cria ele que suas grades,
como de costume, cercaria e expulsaria o intruso, tal um vírus.
A fuga costumeira mantinha-se lá, tornando plausível o histórico.
Aconteceu que, em algum momento do pulsar bombeou empatia, a mais
genuína e involuntária. As grades caíram, os segredos foram revelados
na face e o perigo, que antes oferecia aos outros, mudou de direção.
O único capaz de ferir-se era o prepotente Coração. Mas, como não
queria saber de dor, ele negou, flertou e renegou todos os sentimentos
despertados pelo jovem simpático. Até que sentiu ciumes. "Mas que
insolência, aquieta-te", pensou o Coração. Pensar não convinha,
além disso, era mais ilógico que sentir. Em alguns devaneios ele criava
asas, descasava de todo o medo, apegava-se firmemente ao deleite de tudo.
Logo acordou, e percebeu que uma conversa fazia-se necessária.
O coração, acovardado, revelou tudo ao rapaz esperto e, mesmo descrente,
consolava-se imaginando que tudo seria tal como os devaneios.
Nada é como os sonhos e, durante a proza ele chorou, chorou sem querer.
Depois enganou o mundo fingindo estar saudável. Ainda não tinha a receita
de como curar-se. Sofria em silêncio, batia bem baixinho, mas ainda sim
ele pulsava pelo rapaz.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Valsa do solitário
A vida passava pela janela
e o tempo pelo relógio.
O solitário só contava compassos,
estes onde ele não estava.
Por vezes, quando chovia, aparecia
uma flauta querendo brincar.
Brincava de escorregar nas notas
e fingia ser uma gota.
Logo o silêncio habitual regressava,
fúnebre, fugaz;
o som era apenas dos segundos.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac; soava
a valsa, um ternário composto.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac;
ponteiros dançavam a dança dos tolos.
Já o solitário olhava, pensava e
contava.
Suas pausas nunca acabavam.
e o tempo pelo relógio.
O solitário só contava compassos,
estes onde ele não estava.
Por vezes, quando chovia, aparecia
uma flauta querendo brincar.
Brincava de escorregar nas notas
e fingia ser uma gota.
Logo o silêncio habitual regressava,
fúnebre, fugaz;
o som era apenas dos segundos.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac; soava
a valsa, um ternário composto.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac;
ponteiros dançavam a dança dos tolos.
Já o solitário olhava, pensava e
contava.
Suas pausas nunca acabavam.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
O meu casal apaixonado
É tradição, um dia você
será a sobra da relação.
O meu casal apaixonado
é, em demasia, apegado.
Em demasia irraciocinal
e perturbado.
O meu casal é doente,
daquela doença chamada
amor, nada latente.
E, quando vivo com esse
amor, não há ardor que
acalente a minha dor.
Não há palavra que rime,
a poesia perde o vime.
O meu casal apaixonado
esbanja alegria e beijos,
não há pudor nos desejos.
Ah, o meu casal,
onde eu não caso, finjo
descaso e então me calo.
É o casal que me detém,
mesmo eu não sendo casal
de alguém.
será a sobra da relação.
O meu casal apaixonado
é, em demasia, apegado.
Em demasia irraciocinal
e perturbado.
O meu casal é doente,
daquela doença chamada
amor, nada latente.
E, quando vivo com esse
amor, não há ardor que
acalente a minha dor.
Não há palavra que rime,
a poesia perde o vime.
O meu casal apaixonado
esbanja alegria e beijos,
não há pudor nos desejos.
Ah, o meu casal,
onde eu não caso, finjo
descaso e então me calo.
É o casal que me detém,
mesmo eu não sendo casal
de alguém.
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