quinta-feira, 20 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Homem de posses
João Bosco é um homem irritante,
juiz, quieto e muito rico.
Ingere sua comida de boca aberta, e
emite algumas onomatopeias em demasia.
Cospe, funga e passa sem sessar a
língua em seus dentes poucos e de ouro.
Bosco é de Iracema,
mulher bondosa e muito forte.
Aguenta manias de seu Bosco com tanta
garra e contentamento que só
poderia ser chamado de força.
Dono de terras e de almas, manda
e desmanda no sertão, tal um rei.
Mastiga com vigor a carne de seus homens,
delicia-se olhando e acariciando suas bezerras.
É pai de tantos bastardos cafusos,
é pai de tantas dores de Dolores;
é pai da miséria e pai da seca.
juiz, quieto e muito rico.
Ingere sua comida de boca aberta, e
emite algumas onomatopeias em demasia.
Cospe, funga e passa sem sessar a
língua em seus dentes poucos e de ouro.
Bosco é de Iracema,
mulher bondosa e muito forte.
Aguenta manias de seu Bosco com tanta
garra e contentamento que só
poderia ser chamado de força.
Dono de terras e de almas, manda
e desmanda no sertão, tal um rei.
Mastiga com vigor a carne de seus homens,
delicia-se olhando e acariciando suas bezerras.
É pai de tantos bastardos cafusos,
é pai de tantas dores de Dolores;
é pai da miséria e pai da seca.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Pequeno homem
Meu pequeno,
por qual razão mira tanto as estrelas?
Elas sempre se escondem de você e
brilham tão fingidas.
Por qual motivo se entregas tanto?,
amas tanto?
Amor demais te põe cabresto.
Mal sabe das coisas do mundo,
apenas se exila.
Meu pequeno, tu não és mai guri,
és homem feito;
tens barba e contas para pagar.
Aquieta-te, perceba as coisas.
Olhe para os lados,
lado de cá, para variar.
Não se jorrar tanto pelo mundo pode
ser bom, um pouco mais calmo e suave.
Meu homenzinho,
torrentes não levam a lugar nenhum.
por qual razão mira tanto as estrelas?
Elas sempre se escondem de você e
brilham tão fingidas.
Por qual motivo se entregas tanto?,
amas tanto?
Amor demais te põe cabresto.
Mal sabe das coisas do mundo,
apenas se exila.
Meu pequeno, tu não és mai guri,
és homem feito;
tens barba e contas para pagar.
Aquieta-te, perceba as coisas.
Olhe para os lados,
lado de cá, para variar.
Não se jorrar tanto pelo mundo pode
ser bom, um pouco mais calmo e suave.
Meu homenzinho,
torrentes não levam a lugar nenhum.
Minha alma pesa mil toneladas.
Tentei recorrer á alguns regimes de internet
que diziam para eu deixar de amar;
Nutricionistas de chakras que me indicaram
doses homeopáticas abraços;
e até fiz cirurgia para diminuir meu coração comilão.
Tentei baixar a minha pressão e minha doçura,
cortei os amores mais pesados e mal passados.
Não via mais sabor ao sentir, degustar não existia.
Peso tamanho não é saudável, faz-me mórbida;
fiz exercícios de desapego e tonifiquei meu ego.
Até fiquei um pouco mais leve, de silhueta esbelta,
mas o que posso fazer?, não resisto a um dois amores,
na segunda eu recomeço o meu regime de você.
Tentei recorrer á alguns regimes de internet
que diziam para eu deixar de amar;
Nutricionistas de chakras que me indicaram
doses homeopáticas abraços;
e até fiz cirurgia para diminuir meu coração comilão.
Tentei baixar a minha pressão e minha doçura,
cortei os amores mais pesados e mal passados.
Não via mais sabor ao sentir, degustar não existia.
Peso tamanho não é saudável, faz-me mórbida;
fiz exercícios de desapego e tonifiquei meu ego.
Até fiquei um pouco mais leve, de silhueta esbelta,
mas o que posso fazer?, não resisto a um dois amores,
na segunda eu recomeço o meu regime de você.
domingo, 16 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Supernova negra.
"Um novo encanto tomou-me
Lento, leve...perfumado,
Questionando o real valor
Daquilo que eu tenho amado;
Seduzindo os meus ouvidos
Com o que tem me mostrado."
Por: Alberto.
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