Esse é o momento em
que a mente começa a ficar desregrada. Ela já perseguia o clarinetista. Eliza
pensava que aquele poderia ser o homem de sua vida, como todas as histórias de
princesa prometiam. Como seria o rapaz quando criança? Eliza supunha que aos 5
anos ele ganhara um clarinete. O menino era travesso, corria pela casa atazanando a empregada, tocava em seu ouvido até não poder mais. Aos 10 ele
comprou uma tartaruga, nomeou-na Ofélia, queria nome de réptil, e passeava com
ela por todos os lados. Com 13 anos provavelmente ele tivera a sua primeira
paixão; a garota devia ter cabelo comprido, ele tem cara de quem gosta de
cabelos longos; ele sofreu por ela e prometeu a si mesmo não amar mais em um
relacionamento. Aos 15 ele teve 11 namoradas e enterrou Ofélia. Com 20 ele
encantou Eliza e virou longos pensamentos.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Soneto transfigurado.
Preciso falar do meu amor,
mesmo que não haja nada para se contar.
Preciso narrar como ele olhou para mim,
detalhando cada fibra muscular.
Tentar reproduzir todas as notas
que ele usou ao dizer meu nome,
tentar mostrar o modo como ele
passou a mão sobre os meus ombros.
Quero que todos saibam e me
expliquem o que seu sorriso quis dizer.
Aquele sorriso torto e confuso,
sorriso que durou uns 3 segundos.
Preciso falar com o meu amor,
Preciso desperta-lhe o mesmo ardor
que em meu peito difundiu.
mesmo que não haja nada para se contar.
Preciso narrar como ele olhou para mim,
detalhando cada fibra muscular.
Tentar reproduzir todas as notas
que ele usou ao dizer meu nome,
tentar mostrar o modo como ele
passou a mão sobre os meus ombros.
Quero que todos saibam e me
expliquem o que seu sorriso quis dizer.
Aquele sorriso torto e confuso,
sorriso que durou uns 3 segundos.
Preciso falar com o meu amor,
Preciso desperta-lhe o mesmo ardor
que em meu peito difundiu.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
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