segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Poemoça

Hoje, querida,
não tem poesia;
Não tem rima nem verso.
Hoje, querida,
só quero olhar seu rosto,
onde habita um sorriso tímido.
Hoje é você a poesia.
Em cada olhar teu vejo as rimas,
e tuas linhas são como versos,
que se combinam e se entrelaçam,
formando em ti um poema.
O mais complexo que eu já li.

Por: Renato Gustavo Miguel da Silva

domingo, 9 de setembro de 2012

- Moro em Itajaí.
- Mas passa toda semana em Curitiba?
- Na verdade durmo na casa de amigos e em hotéis quando estou ai.
- E quando está em Itajaí?
- Um pouco na casa de minha mãe e da minha ex-namorada. Acho que não moro em lugar nenhum.


Meus olhos são pequenos,
você mal enxerga quando fitam você.
São olhos de quem se esconde
e cochicha, olhos de feridas.

- Você precisa se amar, Lucinda.
- Você se ama hoje?
- Especificamente hoje não.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Malabares para a dama


Bobo sem corte,
me conte uma piada.
Chegue mais perto,
sou a dama emburrada.
Dos seus malabares
com o meu coração
não restou mais nada,
só essa canção.
Toque seu banjo,
cante sobre a sua vida,
sou só uma dama
um pouco deprimida.

Persigo-te.
Não é de hoje nem é de ontem;
pode ser de um ano atrás.
Sigo os rastros do teu perfume,
teu bafo de cachaça,
teus restos das noites.
Sigo as notas do teu violão
e o leve desafinar da tua voz.
Sigo até os seus afetos,
amores e amigos.
Farejo-lhe como um cão faminto.
Sigo os rastros dos teus pés
e os apago para que ninguém
mais o faça.
Sigo teus fios de cabelo e
tua cara virada de ressaca,
teu bafo de cachaça.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Não leio livros para aumentar o meu vocabulário,
deduzo palavras, escuto pessoas.
Mais vale, para mim, um bom dedo de proza com
alguém inteligente do que afundar-me em uma literatura.
Prefiro prospectos humanos que leem-se com emoção,
dramatizam as palavras e verbalizam-se com o corpo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ele pediu para que eu virasse as páginas da partitura;
ele virou.

Antítese Trochiana.

Não sei se ele se esvai apenas dos meus dias,
ou se, cansado, desiste do mundo inteiro.
Não encontro mais aquela poesia,
que eu construía sempre ao lado dele. 
Fico fraca sem os meus versos e sem a 
voz de todas aquelas minhas rimas.
Eu fico fraca, perdida, não
não há mais candor nem serpentina.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Só pra saber, nesse tal filme de romance,
antes que o publico se canse, você me beija no fina?
Um sim cai bem, mas não se sinta obrigado,
porque um beijo obrigado na tela imprime mal.

Nem nome eu preciso ter...