Ele não merece as minhas palavras.
É para quem não devo sorrir,
e muito menos devo pensar.
Mas faço errado.
Sonho com o ciclista,
aquele livre de mim,
aquele que não me dirige.
O homem cujo o tempo não me cabe
e as pedaladas vão pra longe.
Então eu escuto a sua voz,
leio suas ideias e o devoro.
Encharco-me sem finalidade,
apenas por poesia.
Ele pedala em direção a outra.
sábado, 28 de abril de 2012
Para as garras de sofia
Ele era grande, mostarda
e de canto.
Mãe Joana colocava um manto,
rendado, surrado e de pano.
Ficava sempre na janela,
por vez tomava chuva e
sol quente em demasia.
O sofá, que antes sorria,
doía com a gata, com as
garras felinas de Sofia.
O triste objeto já
havia tido anos dourados.
Seu encosto almofadado
prestigiara grandes clássicos.
Mas, nada mais importava.
O gigante mostarda conhecia o
seu futuro de sucata.
Joana estava de mudança,
mudança de casa e de classe.
O sofá descasava da atual finança.
Triste fim, senhor mostarda.
Mesmo com o corpo forte, sofia
inutilizou você.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
Descompasso
Quero um amparo.
para os dias que passam sem dor,
já tão raros.
Acalentando o meu desamparo,
abrandando o meu desespero!,
que a brisa murmura
em alegrias de amor distorcidas.
Nessas noites com cheiro amaro
teu perfume insolúvel suspiro.
Sem você ao meu lado, eu me
apego e me pego nos restos,
que guardei de você, eu confesso.
Parecido com a flor de setembro,
escondida em um livro e sem cheiro.
Vindo desse romance, descaso,
me perdendo em seu descompasso.
para os dias que passam sem dor,
já tão raros.
Acalentando o meu desamparo,
abrandando o meu desespero!,
que a brisa murmura
em alegrias de amor distorcidas.
Nessas noites com cheiro amaro
teu perfume insolúvel suspiro.
Sem você ao meu lado, eu me
apego e me pego nos restos,
que guardei de você, eu confesso.
Parecido com a flor de setembro,
escondida em um livro e sem cheiro.
Vindo desse romance, descaso,
me perdendo em seu descompasso.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Matuto
Matuto,
eu quero um som da terra.
Quero um batuque raiz,
nada branco nem gris.
Quero o gingado da morena,
nada de frio, só o verão e
o rebolado de Açucena.
Tudo bem fácil de falar,
um som bem mulato.
Não quero choro, só festejar.
Matuto.
eu quero um som da terra.
Quero um batuque raiz,
nada branco nem gris.
Quero o gingado da morena,
nada de frio, só o verão e
o rebolado de Açucena.
Tudo bem fácil de falar,
um som bem mulato.
Não quero choro, só festejar.
Matuto.
sábado, 17 de março de 2012
Ondas de azar
Nenhuma palavra feia era suficiente
para descrever tal onda de azar.
A sorte nunca se manisfestara, mas
maldade do destino assim nunca havia
se visto.
Nada dava certo, nenhum plano era
executado.
Tudo terminava antes mesmo de começar.
''Tome um banho de descarrego''
Disse o umbandista.
Todas as religiões prometiam a cura
dos sonhos que se quebram.
Mas se deus o quisesse o contrario
já teria feito.
Era tempo de espelhos quebrados.
para descrever tal onda de azar.
A sorte nunca se manisfestara, mas
maldade do destino assim nunca havia
se visto.
Nada dava certo, nenhum plano era
executado.
Tudo terminava antes mesmo de começar.
''Tome um banho de descarrego''
Disse o umbandista.
Todas as religiões prometiam a cura
dos sonhos que se quebram.
Mas se deus o quisesse o contrario
já teria feito.
Era tempo de espelhos quebrados.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Palavras polidas
Não sou digna de amor ou apreço,
não tenho talento nem vocação.
Meu sorriso é um tanto falso,
e a tristeza em mim bate de supetão.
Não tenho um corpo bonito,
não tenho força para falar,
e, mesmo com as palavras polidas,
não faço nada além de cantar.
não tenho talento nem vocação.
Meu sorriso é um tanto falso,
e a tristeza em mim bate de supetão.
Não tenho um corpo bonito,
não tenho força para falar,
e, mesmo com as palavras polidas,
não faço nada além de cantar.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Marteladas incoerentes iam.
Era um prego teimoso e torto.
Quebrava, rangia, entortava,
batia.
Só não ficava no lugar, doía
na madeira, lascava-se aos
poucos.
Nenhuma onomatopeia era capaz
de descrever tamanha teimosia
descabida.
O lugar do prego não era ali,
não era cá.
Mas a culpa era do martelo,
com o seu mal habito de
enterrar as coisas.
Desajuízado e confuso, começa
o seu trabalho sem nem verificar
se era um parafuso.
Ecoava o prego o choro de
madeira.
O martelo só fincava, em vão,
Era um prego teimoso e torto.
Quebrava, rangia, entortava,
batia.
Só não ficava no lugar, doía
na madeira, lascava-se aos
poucos.
Nenhuma onomatopeia era capaz
de descrever tamanha teimosia
descabida.
O lugar do prego não era ali,
não era cá.
Mas a culpa era do martelo,
com o seu mal habito de
enterrar as coisas.
Desajuízado e confuso, começa
o seu trabalho sem nem verificar
se era um parafuso.
Ecoava o prego o choro de
madeira.
O martelo só fincava, em vão,
Colecionador de Prêmios...
Colecionador de Prêmios...
Você as tem em sua memória,
você as tem em suas contas,
poemas e paredes.
Colecionador de Prêmios,
você me tem em seus braços,
deitada em seu peito,
Você me tem fácil.
Colecionador de Prêmios...
Colecionador de Prêmios...
Quanto tempo
até que eu também,
Me torne Troféu?
Por: Ruivão Barão da Parnaíba, vulgo Laura M. Toledo.
Colecionador de Prêmios...
Você as tem em sua memória,
você as tem em suas contas,
poemas e paredes.
Colecionador de Prêmios,
você me tem em seus braços,
deitada em seu peito,
Você me tem fácil.
Colecionador de Prêmios...
Colecionador de Prêmios...
Quanto tempo
até que eu também,
Me torne Troféu?
Por: Ruivão Barão da Parnaíba, vulgo Laura M. Toledo.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Um ingênuo e fechado Coração.
Estava trancado com 7 chaves, isso já tinha alguns anos.
Ninguém sabia o segredo para abrir, sabia-se, somente, que era um
terreno perigoso para se aventurar.
Até que um dia, por vontade própria, deixou-se bater por um
simpático e esperto rapaz. Seduziu-lhe com palavras e sua abstração.
Tais características deveriam ter servido como alerta, contudo o
ingênuo coração acreditava estar no comando. Cria ele que suas grades,
como de costume, cercaria e expulsaria o intruso, tal um vírus.
A fuga costumeira mantinha-se lá, tornando plausível o histórico.
Aconteceu que, em algum momento do pulsar bombeou empatia, a mais
genuína e involuntária. As grades caíram, os segredos foram revelados
na face e o perigo, que antes oferecia aos outros, mudou de direção.
O único capaz de ferir-se era o prepotente Coração. Mas, como não
queria saber de dor, ele negou, flertou e renegou todos os sentimentos
despertados pelo jovem simpático. Até que sentiu ciumes. "Mas que
insolência, aquieta-te", pensou o Coração. Pensar não convinha,
além disso, era mais ilógico que sentir. Em alguns devaneios ele criava
asas, descasava de todo o medo, apegava-se firmemente ao deleite de tudo.
Logo acordou, e percebeu que uma conversa fazia-se necessária.
O coração, acovardado, revelou tudo ao rapaz esperto e, mesmo descrente,
consolava-se imaginando que tudo seria tal como os devaneios.
Nada é como os sonhos e, durante a proza ele chorou, chorou sem querer.
Depois enganou o mundo fingindo estar saudável. Ainda não tinha a receita
de como curar-se. Sofria em silêncio, batia bem baixinho, mas ainda sim
ele pulsava pelo rapaz.
Estava trancado com 7 chaves, isso já tinha alguns anos.
Ninguém sabia o segredo para abrir, sabia-se, somente, que era um
terreno perigoso para se aventurar.
Até que um dia, por vontade própria, deixou-se bater por um
simpático e esperto rapaz. Seduziu-lhe com palavras e sua abstração.
Tais características deveriam ter servido como alerta, contudo o
ingênuo coração acreditava estar no comando. Cria ele que suas grades,
como de costume, cercaria e expulsaria o intruso, tal um vírus.
A fuga costumeira mantinha-se lá, tornando plausível o histórico.
Aconteceu que, em algum momento do pulsar bombeou empatia, a mais
genuína e involuntária. As grades caíram, os segredos foram revelados
na face e o perigo, que antes oferecia aos outros, mudou de direção.
O único capaz de ferir-se era o prepotente Coração. Mas, como não
queria saber de dor, ele negou, flertou e renegou todos os sentimentos
despertados pelo jovem simpático. Até que sentiu ciumes. "Mas que
insolência, aquieta-te", pensou o Coração. Pensar não convinha,
além disso, era mais ilógico que sentir. Em alguns devaneios ele criava
asas, descasava de todo o medo, apegava-se firmemente ao deleite de tudo.
Logo acordou, e percebeu que uma conversa fazia-se necessária.
O coração, acovardado, revelou tudo ao rapaz esperto e, mesmo descrente,
consolava-se imaginando que tudo seria tal como os devaneios.
Nada é como os sonhos e, durante a proza ele chorou, chorou sem querer.
Depois enganou o mundo fingindo estar saudável. Ainda não tinha a receita
de como curar-se. Sofria em silêncio, batia bem baixinho, mas ainda sim
ele pulsava pelo rapaz.
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