sábado, 26 de maio de 2012


Tudo vibra em outra sintonia;
não há mais ritmo sem ser
o ralentando.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Moço bonito


Moço bonito, que inquieta meu peito,
inquieto é o vento que te traz aqui.
Por que não olha um cadim pra mim?
Por que some no mundo, assim?
Não sabe dos pulos que o coração dá,
sabe nada, quase nada de amar.
Moço bonito, que inquieta meu peito,
vem, te acalento, até o sol raiar.
E quando abrir os olhinhos, bem
de mansinho vou te beijar.

domingo, 13 de maio de 2012


O segredo não é procurar a pessoa perfeita,
mas sim a que menos te irrita.

sábado, 28 de abril de 2012

Ele não merece as minhas palavras.
É para quem não devo sorrir,
e muito menos devo pensar.
Mas faço errado.
Sonho com o ciclista,
aquele livre de mim,
aquele que não me dirige.
O homem cujo o tempo não me cabe
e as pedaladas vão pra longe.
Então eu escuto a sua voz,
leio suas ideias e o devoro.
Encharco-me sem finalidade,
apenas por poesia.
Ele pedala em direção a outra.  

Para as garras de sofia


Ele era grande, mostarda
e de canto.
Mãe Joana colocava um manto,
rendado, surrado e de pano.

Ficava sempre na janela,
por vez tomava chuva e
sol quente em demasia.
O sofá, que antes sorria,
doía com a gata, com as
garras felinas de Sofia.

O triste objeto já
havia tido anos dourados.
Seu encosto almofadado
prestigiara grandes clássicos.

Mas, nada mais importava.
O gigante mostarda conhecia o
seu futuro de sucata.
Joana estava de mudança,
mudança de casa e de classe.
O sofá descasava da atual finança.

Triste fim, senhor mostarda.
Mesmo com o corpo forte, sofia
inutilizou você.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Desestruturando,
aparente falta de sentido.
Silêncio,
silêncio corrompido.
Ambiente inóspito do pensar
e pensa apenas bem difícil
Pesa,
pesa como mil elefantes.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Descompasso

Quero um amparo.
para os dias que passam sem dor,
já tão raros.
Acalentando o meu desamparo,
abrandando o meu desespero!,
que a brisa murmura
em alegrias de amor distorcidas.
Nessas noites com cheiro amaro
teu perfume insolúvel suspiro.
Sem você ao meu lado, eu me
apego e me pego nos restos,
que guardei de você, eu confesso.
Parecido com a flor de setembro,
escondida em um livro e sem cheiro.
Vindo desse romance, descaso,
me perdendo em seu descompasso.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Matuto

Matuto,
eu quero um som da terra.
Quero um batuque raiz,
nada branco nem gris.

Quero o gingado da morena,
nada de frio, só o verão e
o rebolado de Açucena.

Tudo bem fácil de falar,
um som bem mulato.
Não quero choro, só festejar.

Matuto.

sábado, 17 de março de 2012

Ondas de azar

Nenhuma palavra feia era suficiente
para descrever tal onda de azar.
A sorte nunca se manisfestara, mas
maldade do destino assim nunca havia
se visto.
Nada dava certo, nenhum plano era
executado.
Tudo terminava antes mesmo de começar.
''Tome um banho de descarrego''
Disse o umbandista.
Todas as religiões prometiam a cura
dos sonhos que se quebram.
Mas se deus o quisesse o contrario
já teria feito.
Era tempo de espelhos quebrados.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Palavras polidas

Não sou digna de amor ou apreço,
não tenho talento nem vocação.
Meu sorriso é um tanto falso,
e a tristeza em mim bate de supetão.
Não tenho um corpo bonito,
não tenho força para falar,
e, mesmo com as palavras polidas,
não faço nada além de cantar.