sábado, 23 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Não sou uma pessoa completa,
nunca me senti assim.
Não sou completamente louca.
Não sou completamente normal.
Não escrevo livros até o fim, contento-me
com uma poesia que não expresse
completamente o que sinto.
Não componho uma música até o final,
paro projetos pela metade.
Não me entrego por completo,
por isso posso dizer que não amei;
não sei amar.
Vivo pela metade, o completo me assusta.
E, talvez, essa constante falta de partes
me deixe em uma permanente tristeza, mas
não completa.
Sou de pensamentos inacabados,
sou meros rabiscos em um papel para esboçar.
domingo, 3 de junho de 2012
E bate um frio na barriga de te ouvir cantar.
Dá um estalo no peito não te encontrar.
Fugitivo dos meus olhos, dos abraços que eu guardo.
Não te ponho no meu bolso, mas ainda tem espaço.
Moreno, não quero mais correr.
Quero te aquietar aqui comigo,
quero deitar em teu cabelo.
Moreno, não quero mais correr.
Te peço, bem baixinho
pra parar de se esconder.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Moço bonito
Moço bonito, que inquieta meu peito,
inquieto é o vento que te traz aqui.
Por que não olha um cadim pra mim?
Por que some no mundo, assim?
Não sabe dos pulos que o coração dá,
sabe nada, quase nada de amar.
Moço bonito, que inquieta meu peito,
vem, te acalento, até o sol raiar.
E quando abrir os olhinhos, bem
de mansinho vou te beijar.
domingo, 13 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Ele não merece as minhas palavras.
É para quem não devo sorrir,
e muito menos devo pensar.
Mas faço errado.
Sonho com o ciclista,
aquele livre de mim,
aquele que não me dirige.
O homem cujo o tempo não me cabe
e as pedaladas vão pra longe.
Então eu escuto a sua voz,
leio suas ideias e o devoro.
Encharco-me sem finalidade,
apenas por poesia.
Ele pedala em direção a outra.
É para quem não devo sorrir,
e muito menos devo pensar.
Mas faço errado.
Sonho com o ciclista,
aquele livre de mim,
aquele que não me dirige.
O homem cujo o tempo não me cabe
e as pedaladas vão pra longe.
Então eu escuto a sua voz,
leio suas ideias e o devoro.
Encharco-me sem finalidade,
apenas por poesia.
Ele pedala em direção a outra.
Para as garras de sofia
Ele era grande, mostarda
e de canto.
Mãe Joana colocava um manto,
rendado, surrado e de pano.
Ficava sempre na janela,
por vez tomava chuva e
sol quente em demasia.
O sofá, que antes sorria,
doía com a gata, com as
garras felinas de Sofia.
O triste objeto já
havia tido anos dourados.
Seu encosto almofadado
prestigiara grandes clássicos.
Mas, nada mais importava.
O gigante mostarda conhecia o
seu futuro de sucata.
Joana estava de mudança,
mudança de casa e de classe.
O sofá descasava da atual finança.
Triste fim, senhor mostarda.
Mesmo com o corpo forte, sofia
inutilizou você.
Assinar:
Postagens (Atom)