quinta-feira, 5 de julho de 2012

A estrela está morrendo: supernova ou buraco negro?

Hipérbole humana

Somos uma sociedade de poetas,
não mortos, não tão vivos.
Somos, muitas vezes, esquecidos.
O sangue que irriga a tez não é tão
azul;
Nossa moda de viola não é tão
feliz.
Alimentamo-nos de tristeza,
como parasitas em busca de redenção.
Somos um tanto difíceis,
e sonhadores exacerbados.
Gramaticalmente somos hipérboles,
damos muito significado às palavras.
A metáfora é constante, chega até
a fatigar o cérebro;
Mas não há como fugir,
é a verdade que nos cabe.
Não existe direto, não existe fácil.
Drama é o nosso nome,
esperança é o nosso lema,
tristeza o nosso dia e
os sonhos nossa realidade.

2

Poeta que escreve poemas de amor;
Pra quem são suas palavras?
Poeta vil guiado pelo perfume;
Quem é essa flor abjeta que o exala?

Poeta malandro, vagabundo,
porque escreve tanto
se sua poesia é para poucos?

Novos amores e cores
não preencherão suas noites ou suas linhas de beleza.
Ainda blasfemas aos céus por mim?
Ainda sou eu tua poesia? Tua obra-prima?

Ou me igualei ao resto?
Sou eu, finalmente, parte do tudo que não significa nada?
Mas ainda ardo, ainda escrevo, ainda penso e firo.
Ainda te amo!

Por: Laura M. Toledo

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Amor à francesa


Mon amant, mon cauchemar, mon désir, ma nuit:
tout ce qui vous définit.

terça-feira, 3 de julho de 2012


Retirada


Subi no pau de arara
agarrado ao pai dos céus.
Balancei feito um bicho,
mas bicho lá de alguns fidéus.
Virei as costas para a terra
que germinou meu araçá, e,
exaltei esse sertão recheando
a boca com mal falar.
Fui embora, seu Bosco,
levei algumas cabras.
Fui embora, minha prenda,
minha Graça de desgraças.
São João, dai-me amparo,
Santo Antônio desistiu.
Os meus santos vão sumindo
ao percorrer esse Brasil.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ao acordar


Quem tu pensas que és
para invadir meus sonhos ?
Tu que, em vida real,
estás tão longe de mim,
Como pode um homem ser tão distante da sua arte?

Egoísmo e capricho

Como se fosse pólvora,
festim e foguete, a
tua carne fere a minha.
Deixando exposta, sangrando,
gurnindo e urgindo 
ferozmente ao seu toque.
Devora-me, como se
o gozo fosse infindo.
Exila-me do que não for
teu corpo, detenha-me
com egoísmo e com capricho.
Pois para ti sou, agora, 
extensão do mais ardente desejo
e da mais nociva doença.

domingo, 1 de julho de 2012


Ponha na cabeça o que no coração não cabe:
não é para você, menina.