sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Pessoas
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Paradoxo da existência
força maior do que o habitual.
no mundo, espera-se ação e reação.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Ácido
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Inércia mental
domingo, 17 de julho de 2011
Ensaio sobre o casamento
O desencadeamento desse ensaio fora gerado pelo ressente casamento de uma colega. A jovem ainda iniciava-se na vida adulta, na realidade o que a iniciou fora o casamento. Ela morava em uma cidade do interior e participava de uma igreja, ela e seu namorado. Quando passara no vestibular veio para capital em prol de prosseguir com os estudos, veio sozinha e com uma promessa feita; foi aí que eu conheci a garota. Os meses iam passando e nada da minha colega mostrar-se ansiosa com o casamento, na realidade as provas de percepção musical lhe causavam maior nervosismo do que o aproximar da sua data conjugal. Fora uma coisa que a maioria das pessoas não conseguia entender, esse comportamento acarretava dois pensamentos distintos: o primeiro era que a jovem não amava o noivo e pouco importava o dia, o segundo era que ela já estava tão acostumada com a ideia que não lhe causava insônia. A data chegou, casou-se. Tão jovem, tão acostumada, tão sorridente. O sorriso era involuntário, na verdade era uma risada, parecia que ela ria da situação, não estava entendendo muito bem o motivo da festa. No dia seguinte todos só conseguiam pensa nisto e que a menina religiosa teria perdido a virgindade na noite de núpcias. Isso tudo me fez pensar, como o casamento acontece? Como as pessoas escolhem outras para dividir suas coisas, tristezas e toalhas? E o principal, qual o motivo do casamento? Não é mal dos tempos de hoje, todavia não acredito no amor, esse amor que nos é feito engolir quando crianças, mesmo eu adorando historias românticas. Se não é o amor, qual a razão disso? O que as pessoas levam em conta para decidir que aquela é a pessoa com quem ela vai se casar? No caso dos religiosos é mais fácil, os pais escolhem, o filho aceita e espera amar um dia o cônjuge. E as pessoas normais, sem religiosidade? Qual a sensação de estar casando? Eu jurei a mim mesma que nunca iria descobrir isso, não sou muito fã de ver a mesma pessoa com uma intimidade tão grande assim ao ponto de ao vê-la usando o banheiro juntamente comigo. Entretanto, alguns fatores de praticidade fizeram-me repensar isto. Fora o seguinte: estabilidade. De forma alguma a estabilidade era algo essencial para mim, tanto que música é o meu curso, contudo ter uma base financeira oferece mais segurança para viver. Saber que tem alguém ali preparado para quando você for despedido, isso deve fazer um bem que só. O casamento é uma sociedade empresarial com direito a sexo e demonstrações de afeto que não me agradam. Você deve beijar a pessoa mesmo que ela não tenha escovado os dentes, isto é algo intolerável para mim, eu mal posso com a minha intimidade. Posso entender perfeitamente a teoria das cordas e acordes napolitanos, contudo o casamento é um dos maiores mistérios da humanidade que eu anseio desvendar; sem casar.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
São João de minutos
No outro prédio a festa se arrastava;
estava jogada às moscas e quentão.
O contraponto adiava a noite do arraial,
e Tereza ainda passava mal.
Até que terminou, meio que a contra
gosto, o último contraponto com uma quinta.
A música da festa comporovava a erudição
do publico, São João é com chorinho.
A festa girava em torno de uma barraca,
a única montada a tempo.
Ô, era alegria que não acabava,
a dança, a pipoca, o quentão,
até o aluno bonito de gravura animava
Tereza.
Escorrengando no sax é algo divertido;
Ernesto tinha que descobrir isto.
Alegria interrompida, o telefone
de Tereza tocando.
Era hora de ir-se embora.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Mistérios sócio-científicos
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Relações estreitas
terça-feira, 31 de maio de 2011
Cachorros bípedes
observando.
Não só apenas a aula,
Mas todas as peças
que a compunham.
É engraçado observar as pessoas.
Somos os animais mais adestrados
que existem.
Punimo-nos, agradamo-nos
e mentimos por um osso.
Somos cachorrinhos, nem sempre
com pedigree, de nós mesmos.
Na tal aula não corria diferente.
Quando algo era chiste, cada um dos
animais humanos procurava um
outro para cruzar o olhar e rir em conjunto.
Quando algo surpreendia o mesmo acontecia.
Pude notar o quão carente somos, e também
o quão ‘’cachorrinhos’’ acabamos ficando.
Não gosto muito de cachorros.